terça-feira, 2 de dezembro de 2025

 A névoa desce, 

abraça o asfalto frio,

Onde a visão se rende 

ao infinito que não se vê 


Estrada molhada, 

pista que se esvai,

Onde o verde ao lado, 

em bruma se retrai


​Lá na frente, 

luzes tímidas a surgir,

Guiando o passo 

que insiste em prosseguir


Não importa o destino, 

nem o que se perdeu,

Só a jornada 

que a neblina te deu


​Um convite ao silêncio, 

ao caminhar calmo e lento,

Onde a pressa não existe, 

só o presente momento


Entre o céu e o chão, 

um véu a cobrir,

Seguindo em frente, 

sem saber o que virá a seguir


autora: Rosicler Ceschin 

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