Que a gente nunca se esqueça de valorizar as coisas simples e de encontrar a felicidade nas pequenas coisas da vida.
Nada mais espetacular que deixar se envolver pelas paisagens da natureza e por fim, transformá-las em poesias. (By Rosicler Ceschin)
Cada pedra no caminho
não é um obstáculo,
mas a base sólida
Há uma poesia silenciosa no deságue das águas, um ritmo que não se apressa, mas que nunca para.
No abraço da tarde, a cascata se torna um véu de luz, onde cada gota que cai carrega consigo a promessa da renovação.
Olhar esse movimento é aprender com a própria natureza: o segredo da vida não está em reter, mas em deixar fluir com a força da queda e a serenidade do destino.
Que a gente saiba ser água — forte o suficiente para moldar caminhos e leve o bastante para refletir o brilho do sol.
autora: Rosicler Ceschin
Se não queres o eco da minha reflexão,
Nesta estrada que a gente caminha
O que as mãos seguram o tempo desfaz,
Partimos um dia na hora marcada
Deixando o cansaço e buscando a paz
A gente percebe no último instante
Que a vida é um sopro um breve portal
Desta vida nada se leva nada…
Só deixamos a saudade no peito de alguém de mãos vazias seguimos o plano
O que levamos é o que somos por dentro
A alma preparada pro eterno momento
Ficam os risos e os laços de amigos
O rastro de afeto que a gente plantou o abraço guardado os velhos abrigos
E toda semente que o amor cultivou
Pois o que vale não é o que se guarda
Mas como a alma se transformou aqui
autora: Rosicler Ceschin
A névoa desce,
abraça o asfalto frio,
Onde a visão se rende
ao infinito que não se vê
Estrada molhada,
pista que se esvai,
Onde o verde ao lado,
em bruma se retrai
Lá na frente,
luzes tímidas a surgir,
Guiando o passo
que insiste em prosseguir
Não importa o destino,
nem o que se perdeu,
Só a jornada
que a neblina te deu
Um convite ao silêncio,
ao caminhar calmo e lento,
Onde a pressa não existe,
só o presente momento
Entre o céu e o chão,
um véu a cobrir,
Seguindo em frente,
sem saber o que virá a seguir
autora: Rosicler Ceschin
A Essência Alada da Vida
A vida é como um pássaro, voa pra qualquer lugar, sem amarras...
Com sua natureza cautelosa diante do incerto, é arisca em certas situações, sendo assim, alça vôo quando quiser...
Bate as asas em liberdade inerente da vida
É na liberdade das suas asas que ela encontra a força e o impulso necessário
Sente o sopro do vento que a impulsiona, e só então, pousa serenamente onde o solo lhe oferece refúgio e segurança
autora: Rosicler Ceschin
Esta não é a Primavera que a poesia nos prometeu.
O calendário insiste em nos lembrar que é tempo de flores, mas o termômetro discorda veementemente.
O que vestimos é o casaco pesado, e não a leveza da estação.
Os dias se alongam, sim, mas o sol tímido mal consegue aquecer o ar, forçando-nos a uma reflexão silenciosa: onde estão as cores vibrantes, o calor ameno, o despertar exuberante?
O frio persistente nos faz questionar a ordem natural das coisas e nos lembra de forma melancólica que, por mais que esperemos por um ciclo, o clima tem seguido seu próprio e imprevisível caminho, deixando-nos à espera da verdadeira essência da Primavera.
O Voo da Borboleta
Ela é borboleta, essa mulher que emerge,
Transformada, criando asas para o voo que urge.
Voa onde a coragem um dia lhe faltou,
Planando nos sonhos que o desejo calou.
Porém, um tempo houve, de temor e esconderijo,
Nos instantes mais íntimos, sem um alívio.
Presa em si, sem rasgar o casulo que a prendia,
Perdeu o balé da vida que tanto queria.
O tempo, mestre, a fez amadurecer,
O deslumbre, o desgaste de não mais querer.
Mas a paixão, a força de um amor a chamou,
E, enfim, a fez voar.
Hoje, na leveza que os pássaros exibem,
Nas asas de borboleta, ela flutua,
Onde e como quer, livremente vive.
Em sutis tons, ou sem cor, a vida se perpetua,
Ela faz de seus momentos o que há de melhor,
Em um voo sem fim, no seu próprio primor.
autora: Rosicler Ceschin
Ressignificar a vida é permitir que as portas se abram e que as janelas acolham as mais inesperadas oportunidades que a vida tem a nos oferecer.
autora: Rosicler Ceschin
A conversa se encerra...
“do nada”
É como se alguém batesse à porta na cara da gente,
Sensação horrível...
Os olhos entristecem,
A menina chora
E no ar fica
Todo o sentimento
Que ela guardava
Misturado com uma sensação de tristeza
Que invade o ambiente
E o coração
As atitudes demonstram
As palavras que não foram ditas
Que foram interrompidas
Com o silêncio inesperado
Segue o caminho
Tortuoso e inseguro
Seguem os dias
Com instabilidade no ar
autora: Rosicler Ceschin